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Shantala é uma massagem indiana milenar, tão antiga que não se sabe precisamente a sua origem. O ambiente que Leboyer percorrera até então era completamente hostil, mas a cena da massagem fez com que a beleza e harmonia dos movimentos de Shantala transformasse tudo a sua volta. Leboyer pediu para fotografá-la e filmá-la. Ela, admirada pelo interesse em uma prática tão simples e corriqueira, aceitou. Durante dias ele acompanhou a massagem de Shantala em seu bebê, captando atentamente cada movimento. Leboyer fez o possível para que as fotografias exprimissem a profundidade e o amor envolvidos.
“Sim, os bebês tem necessidade de leite, Mas muito mais de serem amados e receberem carinho Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados” LEBOYER
Em homenagem a essa mãe, Leboyer deu o nome da técnica de massagem em bebês de Shantala. Na Índia, essa prática não tem um nome específico, pois trata-se de uma atividade que faz parte dos afazeres diários das mães. Lá é muito comum encontrar em ruas e praças públicas mães massageando os seus bebês.
É realizada com o bebê desnudo, sobre as pernas estendidas da mãe, num local tranqüilo e aquecido. Pode-se usar óleo para facilitar o deslizamento das mãos.
Muito mais do que uma técnica de massagem infantil, Shantala é uma forma de se transmitir amor através do toque sutil das mãos. O toque é o primeiro tipo de comunicação do bebê e através dele, o bebê se sentirá amado e protegido. O toque vai aonde as palavras não alcançam.
O contato através da Shantala é importante para formação da imagem corporal do bebê, pois através dos movimentos da massagem ele descobrirá o seu tamanho, força, flexibilidade, e o seu próprio corpo (pernas, mãos, pés) e o espaço que o seu corpo ocupa. Shantala possui inúmeros benefícios no desenvolvimento físico, motor, fisiológico e emocional do bebê, tais como:
Shantala também contribui no tratamento de crianças especias, tais como:
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